sexta-feira, janeiro 30, 2009

Já Cheguei!!!

cheguei!!

A China continua igual a si própria...com imensa coisa para escrever....

Acordei algures sobre a Mongólia (penso eu....) ao olhar pela janela vejo um manto branco que cobre tudo tornando a paisagem "macia". Fecho o olho por mais um segundo, ainda meio grogue do gin e vinho do jantar a bordo, quando volto a espreitar pela janela vejo que o manto branco deu lugar a um deserto castanho. Deserto esse onde não acredito que nada possa sobreviver...mas engano-me pois olhando com mais antenção reparo em alguns pequenos aglumerados de casas cor de tijolo que completamente camufladas na paisagem....

Já a chegar a Pequim reparo em algo que me parece uma estrada....ou será um rio? é uma estrada...mas não tem carros? estranho....olha ali está um! É de facto uma estrada mas praticamente não tem movimento... ano novo chinês? ou simplesmente foi feita a prever um futuro da grande china cheia de carros...não sei...

a luz da janela de repente muda...passa a ficar turvo....o fumo toma conta do ar...estou quase a aterrar em Pequim....

quarta-feira, janeiro 28, 2009

sexta-feira, janeiro 23, 2009

já há data!!!

Lisbon to Beijing



Flight 1 Thursday, January 29, 2009
confirmed
Departure: 14:00 Lisbon, Portugal -
Lisboa
, terminal 1
Arrival: 18:00 Munich, Germany -
Munich International
, terminal 2

Airline: Lufthansa LH4541
Aircraft:
Airbus Industrie A321
Last check in: 0:40 before flight


Fare type: Economy Restricted
Baggage: 20 kilogram(s) per traveller
Meal: SNACK OR BRUNCH

Change of plane required. Time between flights = 1:45

Flight 2 Thursday, January 29, 2009
confirmed
Departure: 19:45 Munich, Germany -
Munich International
, terminal 2
Arrival: 12:35 +1 day(s) Beijing, China -
Capital Airport
, terminal 3

Airline: Lufthansa LH722
Aircraft:
Airbus Industrie A340-300
Last check in: 0:40 before flight


Fare type: Economy Restricted
Baggage: 20 kilogram(s) per traveller
Meal: MEAL (NON SPECIFIC)

quarta-feira, janeiro 14, 2009

à espera.....

Pensava eu que estaria para breve a minha partida para Pequim mas os senhores da AICEP devem andar demasiado ocupaditos....

Por um lado até não desgosto da espera, arrumo as coisas com calma, curto o meu apartamento que vai deixar de ser meu sniff sniff, curto o sol, curto os 20ºC da Madeira, aproveito para estar com as minhas duas micro princesas...

Por outro lado, mas que porcaria de incompetência é esta...estou em pulgas para "viver o meu futuro!"

Tenho pesquisado cumpulsivamente a net sobre tudo o que é Pequim, cidade que talvez seja a propria definição da fusão do antigo com o moderno....qual das tuas imagens define Pequim?

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Beijing


Parece que é verdade....ainda sem data de partida mas lá vou eu de novo para o Oriente. Desta vez / novamente para a China....mas a China a sério!
Hong Kong apesar de muito chinesa não é a China, Pequim por outro lado, não podia ser mais China.
É verdade que a imagem que tenho da cidade foi forma há quase 10 anos e de certeza absoluta que terá pouco a ver com a cidade que conheci...mas terá mudado assim tanto??

logo verei!

domingo, dezembro 28, 2008

De volta ao Oriente....

O andlé vai voltar!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Fim!?!



Não sabia bem como terminar este blog que já vai longo, optei por um texto escrito num momento muito especial e num sítio muito bonito. Apesar de já ter este final preparado há já algum tempo por desleixo e preguiça fui adiando. Decidi publica-lo hoje pois faz precisamente um ano que decidi candidatar-me ao programa de intercâmbio para HK, nada mais “lógico” do que acabar este ciclo neste dia.

Último dia estou no Victoria Peak, à boa maneira própria deixei para o ultimo dia o que a maioria faz no primeiro. Tive sorte pois está um dia de encomenda sem uma única nuvem no céu apesar de algum frio. Tive a oportunidade de contemplar um pôr do sol lindo do lado oposto à cidade e ao mesmo tempo senti que esta minha experiência sem duvida marcante, memorável enriquecedora e acima de tudo maravilhosa estava, tal como o sol, a se pôr, sei que aquele ultimo raio de luz se perderá a qualquer instante neste lado do mundo no entanto sem nunca se extinguir, apenas brilhando numa outra paragem mais a ocidente.
Tenho um sorriso na cara e uma lágrima no olho. O que vivi e aprendi, sobre o espaço, as pessoas, a cultura e todos os momentos que vivi é um activo valiosíssimo não obstante penso que foi o que aprendi sobre mim próprio o que mais vou estimar e apreciar desta aventura pelos lados do oriente.
Agradeço a todos os que me apoiaram, até mesmo aos que questionaram pois eu também o faria, à famelga que mais ou menos entusiasticamente me incentivou a arriscar mas sempre me disseram e seguraram que a decisão era minha e que me apoiariam em qualquer dos casos. Obrigado pai por ter tido a visão de que seria bom para mim apesar de saber que tal como para a mãe enquanto pais custa ter um filho tão longe.
Mãe obrigada pelo apoio durante os quatro meses apesar das muitas dúvidas iniciais, seria impensável sobreviver sem o seu apoio.
Apoio esse que não era exclusivo pois as manas muito ligaram ao mano “só para saber se esta tudo bem”, não sabem o bem que isso fazia.
Aos amigos que apesar de acharem que era mais uma maluqueira minha, já estão habituados, sempre partilharam as suas saudades e vincavam a ideia que um Amigo não esquece um Amigo só porque esta longe.
Um agradecimento especial ao Tio Tony cujas palavras sábias no momento certo tiveram um efeito tal, que penso que nunca saberá.
Por fim mas não de certeza menos importante ou sentido obrigado à Bruna que desde o dia 1 sempre me apoiou e incentivou a aproveitar esta oportunidade apesar de consciente das possíveis consequências nefastas que teria na nossa relação.
A todos, todos! E porque não também um pouco a mim próprio por me ter “obrigado” a arriscar, Obrigado! Ainda bem que vim para Hong Kong.

Fim………..Só se for do principio porque ainda agora começou…..até breve!


sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Quase quase....

A verdade é que poderia escrever muito mais sobre toda esta fantástica experiência que foi este intercambio pelas terras dos olhos em bico, mas acho que por muito que escreva neste blog nunca vou conseguir expor bem o que foi. Tentei o meu melhor para partilhar com quem tinha a pachorra de cá vir ler e aturar as minhas estorias e aventuras. Como alguns sabem, estorias ainda havia muitas mais (o caderno mais bem guardado do mundo :P ) mas a verdade é que nem tudo é para ser contado pelo menos para já, quem sabe um dia no futuro via electrónica ou em formato de papel mesmo como já varias vezes me foi sugerido no entanto nunca verdadeiramente compreendido pq por mim próprio.

Não podia acabar sem uma rubrica final de “só em Hong Kong” e aqui vos brindo com um restaurante que nos remete para um belo filme chamado Forrest Gump! Quem não se lembra do nome da companhia de pesca?



P.S ainda ha mais um post no forno....





quinta-feira, janeiro 18, 2007

Sail Rock + Bangkok + Fim da Tailandia

O dia amanhece cedo para mim, ainda não eram sete da manha e já estava de pé com tudo arrumado e entregue na recepção para me guardarem até ao fim do dia. Sentado a beira da estrada vejo o céu instável e questiono-me se este programa irá pra frente ou não. Finalmente a carrinha de caixa aberta com bancos atrás e um toldo que já viu melhores dias para e não demoro muito a me juntar às outras três pessoas que já lá estão. Mais umas paragens noutros hotéis até estarmos feito gado na parte detrás da dita carrinha azul.

Tinha no dia anterior falado numa agencia de mergulho na cidade na possibilidade de mergulhar (com garrafas) no entanto disseram-me que tinha de fazer um curso que demorava pelo menos 4 dias ou então um “mergulho descoberta” que é pouco mais do que mergulhar a meia dúzia de metros, o que para quem faz caça submarina é pouco apelativo, e mesmo assim teria de um dia antes fazer uns testes na piscina. Bem tendo em conta que apenas tinha um dia a coisa não estava fácil. Até que descobri algo em comum com o organizador… o prazer da caça submarina, após algumas trocas de experiências e de ideias ele vira-se para mim e diz-me que “já percebi que tu estas mais que a vontade dentro de agua e és responsável no que fazes, vamos fazer o seguinte, eu falo com os instrutores e explico a situação e não precisas de fazer o dia de testes na piscina no entanto a questão da profundidade a que podes ir é algo entre ti e o teu instrutor”. JACKPOT!

Pelo caminho chuvas torrenciais que nos deixaram a todos num pingo, tendo em conta o destino agua não seria algo que incomodasse. Cheguei ao norte da ilha a um centro de mergulho. Após escolher o equipamento largamos amarras a bordo da embarcação com destino a Sail Rock, que como o próprio nome indica é pouco mais que uma rocha perdido entre Ko Pha Nhag e Ko Tau. Para quem conhece o Funchal, é pouco maior que o ilhéu do Lido com a particularidade que fica a uma distancia de ambas as ilhas mais ou menos à distancia das desertas.

Sail Rock é considerado um dos/ o melhor diving spot do golfo da Tailândia e após me equipar e ouvir atentamente as regras de segurança do meu instrutor estava pronto para esta minha primeira vez debaixo de agua com garrafas de oxigénio. Antes de afundarmos uma nota para o meu instrutor que mais uma vez me saiu na rifa, mais um caçador que após uma longa conversa me disse que a questão da profundidade máxima permitida num mergulho descoberta “não era importante visto que neste caso tu (eu) em apneia estas habituado a ir mais fundo, mas fica entre nós os dois ; ) “ Mais um momento de sorte para a colecção já muito rica nesta ferias.

Para o fundo vamos nós! A primeira impressão ainda à superfície mas já com os olhos vidrados naquele mundo a parte que existe debaixo da tona de água é de absoluto espanto. Estou habituado a ver águas ricas, em particular nos açores, mas penso que nunca tinha visto nada assim. Já debaixo de agua tenho uma nova sensação de comunhão com o mar que nunca tinha sentido, pela primeira vez não me sinto uma estranho naquele mundo que não é o meu, não o predador que vai por breves momentos aquela dimensão paralela para trazer o seu pescado. Pela primeira vez tenho tempo para realmente apreciar tudo o que me rodeia naquele mundo, até os peixes parecem saber que desta vez o meu objectivo é outro pois a sua indiferença perante este ser (eu) cheio de adereços e tubos não é incomodativa nem considerada uma ameaça, parece que sabem que venho desarmado.

A exuberância da fauna e flora marinha cativou-me desde o inicio, centenas de pequenos e médios lírios (entre um a talvez dez kg), enxareus, meros a dar com um pau, peixes tropicais coloridos, barracudas com mais metro e meio, pargos, peixe balão e mais uma infinidade de outros peixes. É estranho ficar tanto tempo debaixo de agua mas é óptimo no entanto não consigo deixar de pensar “ai se tivesse uma arma já tinha jantar”.

O momento alto deste dia, destas férias e não sei talvez de que mais foi algo que ficará gravado na minha memória o resto da minha vida, a visão daquele gigante dos mares. Cerca de dez minutos passados a nadar com um Tubarão Baleia!!!! (quem não sabe o que é fica sabendo que é o maior peixe do mundo, relembro que as baleias não são peixes, completamente inofensivo, alimenta-se de placton) Não muito grande segundo o meu instrutor, uma pequena fêmea entre os 6 a 8 metros! Sim pequena mas…. Nadei ao lado, por cima, por baixo a ver em contra luz o contorno negro daquela silhueta quase assustadora. Fiquei completamente apaixonado, sensação maravilhosa um verdadeiro complemento a outra paixão minha, a caça. È difícil descrever o que se sente naquele momento mas sei que qualquer pessoa que goste do mar e de mergulhar compreende o que não consigo transpor para este texto.

Os instrutores foram todos muito simpáticos e esclarecedores das minhas muitas dúvidas. Uma nota positiva para a honestidade dos mesmos, quando perguntei as hipóteses de encontrar no mergulho um tubarão baleia (pois esta é uma zona onde podem aparecer) disseram-me que não ia ser fácil pois a época em que se encontram naquelas aguas já tinha terminado e que há mais de duas semanas que ninguém no golfo todo não encontrava nenhum. Há pessoas que mergulham a vida toda e nunca tiveram o prazer de nadar com este gigante e eu vi no meu primeiro mergulho, sou sem duvida uma pessoa cheia de sorte!! Não me hei de esquecer um outro instrutor a me perguntar, mas este foi a primeira vez que mergulhaste de garrafa? E viste um tubarão baleia na primeira vez? Bem não mergulhes mais nenhuma vez é impossível melhorar!

Porque esse parecia ser o meu dia de sorte, quando cheguei a cidade já completamente sozinho pois já ninguém dos meus amigos estava na ilha entro numa agência de viagens e pergunto quando é possível partir para Bangkok? Pensando eu que a resposta seria a partir da manha seguinte o meu sorriso abriu-se com a resposta que a próxima e ultima hipótese naquele dia partia daqui a 5 minutos, paguei o bilhete e lá fui eu sozinho rumo a Bangkok.

A viagem até Bangkok apesar de um inicio um pouco desconfiado que estava sobre a qualidade dos bilhetes que tinha comprado e porque o primeiro Ferry era meio duvidoso tornou-se uma agradável surpresa no autocarro com um serviço de alto nível, agua um bolinho um sumo e uns toalhetes para refrescar antes da chegada de madrugada a Bangkok.

Esta quase no fim esta aventura na Tailândia mas não podia regressar sem explorar o famoso mercado de Bangkok, GIGANTE! É o maior mercado do mundo tem 15.000 lojas distribuídas em 28 acres. Vende de tudo um pouco, qual Colombo qual que! O regresso a HK está perto assim como o fim da aventura no Oriente que apesar de ao momento que escrevo isto já ter acabado grande parte dos textos em que me inspiro para o fazer foram escritos em tempo real e in loco.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Ko Phan Nhang e a Full moon party!!!

Acordo pela manha e a chuva e vento que adivinhava quando me fui deitar não foram, como eu gostaria, uma nuvem passageira. Apesar de ser em teoria agradável acordar no quentinho da cama com a chuva a massacrar os telhados e janelas, acordei triste e deixei-me ficar mais uma hora do que tinha previsto pois já tínhamos combinado encontrarmo-nos no outro hotel (estávamos instalados em hotéis diferentes). Por fim agarrei na mota e arranquei, com alguma dificuldade consegui chegar ao objectivo, no entanto grande molha que apanhei!

A duvida era comum o que vamos fazer perante este castigo de S.Pedro a esta ilha paradisíaca? Como a previsão era de que o tempo se ia manter assim durante uns dias concordamos que rumaríamos no dia seguinte de volta ao Norte para tentarmos ir a Ayataya (antiga capital do Reino do Sião) ver as famosas ruínas. Apesar de eu pessoalmente preferir ficar nas ilhas perante tal cenário dantesco ir para perto de Bangkok parecia naquele momento mais apelativo, reservei o bilhete para o dia seguinte, o que era meio estúpido pois esta era a noite da FESTA! A razão fundamental de ter vindo ate esta ilha, a famosa festa da lua cheia, entrar num barco as 11 da manha no dia seguinte de um festão seria muito difícil para mim, já me conheço o suficiente, no entanto o mau tempo era tal que já começava a temer o pior, o cancelamento da festa.

Decidimos entregar as motas pois não fazia sentido com este mau tempo, e alugamos uma preciosidade, um jipe! Mas atenção que isto é só para os duros, os Steven “Seagull”, os Rambos, os Terminators da Tailândia! Um Jipe que tem escrito SWAT nos lados! Não podíamos não alugar! Olha a maquina!!!

Todo o terreno com ele! Estradas muito lamacentas com muitos buracos e uma mecânica japonesa muito resistente penso que resume o dia. Eheheh

A noite chega e a chuva não arreda, não acredito que fiz este esforço todo para agora chegar à hora H e ir tudo por agua abaixo….literalmente. Nada disso “god must like us” seria uma das explicações possíveis pois como por milagre o céu abriu e a lua apareceu. À saída do hotel uma imagem que nem o photoshop conseguia fazer melhor, uma palmeira em contra luz ladeada pela lua, enorme e bem redonda e com uma e apenas uma nuvem a fazer companhia.

A noite estava perfeita, linda, seca e com uma ligeira brisa vinda do mar que era apenas a suficiente para que ninguém tenha calor ao dançar ao som de todos aqueles beats que inundavam a praia. Esta MER$# VAI BOMBAR!

Certamente mais de 15 000 pessoas enchiam a praia, oriundos de todas as tribos urbanas que conheço, desde os hippies aos meninos de camisinha, dos backpakers rastas aos hospedes de spas luxuosos, por vezes separados como se as diferentes musicas criassem muros invisíveis, no entanto muitas vezes fundidos numa homogénea massa diferente passe a contradição.

As centenas de barraquinhas que enchiam a orla da praia mas também as ruas circundantes forneciam desde pizzas, fruta, noodles, keebabs etc coisa e tal mas claro que o rei era o tentador, refrescante e acima de tudo maligno BALDE. Socorro, aí os baldes!

A energia que existe naquela noite naquele sitio não é facilmente explicável mas parece que se forma uma aura positiva que até move montanhas ou neste caso desvia tempestades pois a menos de 2 km a norte da praia passava a tempestade. Os malabaristas com bastões e bolas de fogo dão um ar ainda mais místico ao ambiente. Sem qualquer desmérito para os meus companheiros pensei muitas vezes nos meus companheiros portugueses de festa e senti saudades de todos os meus amigos companheiros já de tantas outras festas!

Como não será surpresa obviamente não segui com o resto da malta no dia seguinte para Bangkok, não estava nas melhores condições físicas e o dia foi passado no dolce fare niete a beira da piscina com muita agua (engarrafada não cheguei ao ponto de beber da piscina) e na companhia de uns americanos que conheci nessa manha na piscina e com quem conversei o dia todo. Eram mais velhos, bem mais velhos, todos ligados à comunicação social em Phoenix, Arizona. Conversas muito interessantes principalmente sobre os EUA que julgo ter me enriquecido e feito perceber uma série de coisas sobre o país. Nem que fosse só por isso já tinha valido a pena ter ficado, mas o melhor ainda esta para chegar……

domingo, dezembro 31, 2006

31-12-06- Finalmente nas ilhas

Então já tinham saudades? Pois também achava que não mas, não gosto de deixar algo a meio, apesar de estar já de regresso a terras lusas este blog continuará a relatar as ultimas aventuras até esse tão triste dia de regressar.

Após aquele ultimo amanhecer de postal, o barco percorre as calmas águas do golfo da Tailândia, pelo caminho muitos barcos na faina e inúmeras bóias a marcar redes e covos, pôs-me logo a pensar na riqueza deste ecossistema.

Primeira paragem uma pequena ilha chamada Ko Tau, o ultimo grito no que diz respeito a ilhas paradisíacas e virgens na Tailândia. Verde luxuriante, aguas cristalinas, praias brancas e o único toque humano resume-se as pequenas cabanas tanto à beira mar como engolidas no verde que envolve a ilha. O turismo aqui é bem-vindo mas não todo, lembro-me de uns dias mais tarde saber que regra geral só aceitam mergulhadores (certificados) na ilha pois a procura enquanto destino de mergulho é francamente superior a oferta hoteleira existente. Um outro pormenor com inteligência, não é permitido aos turistas que desembarquem nem com garrafas nem sacos de plástico na ilha. Plastic OUT!!!

Ko Pha Nhag apesar de partilhar a mesma riqueza ambiental de Ko Tau tanto sobre como sob a água (onde reconheço pequenos sargos a nadar entre as hélices do barco já parado enquanto aguardo pela minha mochila), tem outro desenvolvimento e a presença humana é incomparavelmente maior, não que lhe retire algum mérito de ilha paradisíaca.

Tenho de agradecer às minhas “marias” que escolheram e marcaram o hotel pois era de facto óptimo apesar de não estar em cima da praia, mas estava quase em cima da festa que era afinal o meu motivo “secreto” de vir até tão longe.

A expressão beber um balde de vodka ganha outra dimensão em Ko Pha Nhag, como a imagem ilustra o conceito de servir bebidas dentro de baldes de brincar na areia torna o acto mais em comunhão com a envolvente (maneira poética para desculpar a vontade de beber um balde de vodka mesmo!). Eu e o Mcgregor não queríamos perder esta oportunidade de passar uma boa tarde a beira-mar e o sol ainda alto encomendamos o primeiro.

(no coment)














A estoria continua por volta das 22 após muitos “castelos de areia” e um sono rejuvenescedor à beira da piscina do hotel, o entretanto não vale a pena ser contado mas é facilmente imaginado.

Apesar da lua só estar cheia e a grande festa ser só passados dois dias até lá já há festas pré lua cheia. Por falar nestas de inventar desculpas para festas, esta é a Ibiza do Oriente, uma ilha onde os party goers têm paragem obrigatória e que começou como sendo um destino para uma festa mensal hoje em dia já se transformou numa festa constante ao longo de todo o mês. Antes era uma festa na noite de lua cheia, agora alem das pré e pós lua cheia tem também a festa da “black moon” (lua nova) e da half moon, se fizermos as contas que mais ou menos de 9 em 9 dias há uma grande festa e que nos antes e depois podemos contar com mais 4 dias cada façam as contas de quantos dias não há festas nesta ilha.

Eu obviamente não queria mas lá fui para a praia onde tinha passado a tarde e fiquei pasmado com a transformação que tinha ocorrido, da praia paradisíaca à mega pista de dança com cada bar a debitar os seus decibéis de toda o espectro dos gostos musicais, desde o comercial pop ao bem alternativo trance. Ahhh e atenção quem são os convidados de honra? Sim, aqui não há copos, isso e coisa de meninos aqui bebe-se de balde!

Ao longo da praia vários artistas proponham-se a registar, nos corpos dos presentes, com cores fluorescentes, praticamente qual coisa. Inspirado pelos baldes e no seguimento de uma conversa de que o “tuga domina o mundo” tatuei no meu braço uma bandeira portuguesa na esperança de que aparecesse alguém. Penso que não demorou um quarto de hora e puff claro que o tuga domina mesmo o mundo cá estão eles. Conheci um que me disse que estava com outros amigos qual meu espanto quando vejo e reconheço o João, um Português que vive em Shaghai e que eu conheci em tempos em Hong Kong (e por acaso amigo da minha amiga Pipa). Já nem volto a dizer que o mundo é pequeno porque as experiências que tenho tido nos últimos meses falam por si próprias.

Noite rija! Não, não estão a perceber noite RIJA! Dia seguinte boa ideia do Richard e decidimos alugar umas motas neste pais onde a carta de condução é são três notas de cem Bah e capacete nem vê-lo. As motas, 125cc com força suficiente para trepar as ocasionais subidas íngremes que deparávamo-nos nesta estrada recheada de buracos, areia e o ocasional coco. Nada melhor que aquele vento na cara para curar o noite passada e devo dizer que foi um belo dia passado a percorrer a ilha toda de ponta a ponta passando por todos os lugares de interesse (?? ) Ficam as imagens de beleza natural guardadas na memoria ao lado da vontade de regressar um dia.

A noite chega e com ela uma notícia que tinha tanto de triste como de agradável dado as sequelas da noite passada, por ser o aniversário do Rei nessa noite não ia haver festa em sinal de respeito. Perfeitamente compreensível dado o amor que existe em relação a realeza Tailandesa, já é bom o suficiente que tolerem estes malucos que vem de todo o lado do mundo para as suas praias curtir até de madrugada ao som de musicas malucas mas faze-lo no dia de anos do rei e estica!

Bem não há festa significa apenas que não há musica mas as pessoas e os baldes continuam lá sentados em pequenos grupos conversado e rindo (provavelmente das estorias da noite anterior eheh).

Nós decidimos optar por outro programa, Tai Boxing! Já tínhamos tentado em Bangkok assistir a um combate desta arte marcial no entanto o ridículo e absurdo facto de um bilhete custar 30Bah para um Tailandês e 2000Bah para um estrangeiro demoveu-nos dessa ideia. Aqui não há xenofobias dessas e fomos ver as lutas. Não sou adepto de violência, nem de combates nem nada que se pareça mas foi mais uma nova experiência na vida. Mais uma vez, como tantas outras na vida, tive sorte e no meu primeiro combate ao vivo fico sentado na primeira fila (no extra charge).

Epá porrada à seria, fiquei impressionado com isto, aqui não há combates combinados nem faz de contas é a doer e o som das pancadas no adversário quase que nos doem a nós espectadores. Os lutadores todos com menos de 60kg mas capazes de partir em 3 qualquer um de vocês que esta a ler isto (sim mm vocês que se acham um herói). Três Knock Out’s seguidos! Mas ninguém pense que foi daqueles a fingir, ninguém finge sangue! Bem deu para perceber que estes espectáculos não são “a minha chávena de chá” mas ainda bem que fui uma vez na vida ver um combate de Tai Boxing.

Acabo a noite a rabiscar alguns momentos “um quarto para a uma da manha estou sentado no hotel a beira da piscina no restaurante que está aberto pronto a saciar a fome de quem quiser. Mão-de-obra barata e o facto de ser a festa da lua cheia permite que este pequeno hotel tenha este serviço de cinco estrelas (…) enquanto escrevo chega a anunciada tempestade e com ela veio a chuva tropical e oiço o vento a caminho....”

quinta-feira, dezembro 21, 2006

21-12-06 Até já Bangkok



Domingo dia de resolver as coisas pois se queremos partir rumo a sul para chegarmos a tempo as ilhas, a tempo perguntam-me vocês? Não as ilhas não se estão a afundar simplesmente a cada lua cheia desde 1989 (ninguém sabe bem como começou mas consta que começou como a festa de anos de alguém que calhou numa noite de lua cheia) na ilha de Ko Pha Nhag, no golfo da Tailândia é feito um festão naquela praia paradisíaca. Obviamente que eu não poderia voltar para o ocidente sem ter ido a uma festa destas seria imperdoável, e diga-se que desde que cá cheguei que andava a planear esta ida à full moon party! Aguente-se os cavalinhos que até à festa ainda há muito a percorrer



Domingo passado a tentar arranjar transporte para a ilha, não esta muito fácil o comboio e só temos lugares disponíveis se partirmos de seguida, perder uma tarde na cidade… naaa autocarro com ele.


A tarde passada a deambular pela cidade novamente, tanto a pé como de Tuc Tuc e até no moderníssimo Sky Train a versão aérea (suspensa quero dizer, não é assim ao moderno) do metro de Bangkok. Bangkok é uma cidade engraçada, com muita coisa moderna e com bom aspecto e vê-se que a economia prosperou nos últimos anos e que pelo menos alguns têm muito dinheiro para gastar. Em conversa com Portugal houve que ficasse m pouco espantado com esta descrição de Bangkok, apenas relembro que antes da China se estabelecer como a fabrica do mundo a Tailândia era (e continua a ser segundo me parece) uma fabriqueta. Conheci alguns locais, conversa de noite nada de especial, e achei engraçado que em mais que uma ocasião trabalhavam ou eram donos de empresas de exportação “you want it? We export it!”. Existe também uma grande presença aqui de empresas e empresários japoneses a fazer negócio o que ajuda a cosmopolizar a cidade

Enquanto as meninas foram para o Grand Palace nos fomos dar um passeio de barco pelos canais da cidade, estes canais limpíssimos! Só num país onde a mão-de-obra é tão barata é que quatro putos alugariam um barco com dois tripulantes só para eles por um punhado de euros cada (claro que após meia hora a regatear, tudo tem de ser regateado na Ásia, eu já me habituei a questão e ate confesso que acho alguma piada a coisa porque exige alguma sensibilidade, mas por vezes tenho momentos de lucidez e faço os câmbios e vejo que estou há 10 min a “discutir” por 0,50€ mas faz parte da cultura Ásiatica). É verdade sim a vida no oriente é bem boa, passeado no rio, com o vento fresco (pq estava muito calor!!) e uma lata de Singha (um refresco local eheheh) na mão.




Os canais a volta da cidade tem piada apesar de serem nojentos e revelarem a extrema pobreza que grande parte da população vive, no entanto no meio desta pobreza toda as pessoas estão sempre prontas a esboçar um sorriso e a atirar um hello enquanto o barco mexe as aguas escuras que lhes banham as casa simples. Se tiver de ser pobre, mude-se para a Ásia que ao menos é feliz! Sempre ouvi falar na feliz comunhão brasileira entre a felicidade de um povo apesar da sua pobreza, é verdade que o Brasil é assim também mas aqui há uma enorme, enorme, enorme vantagem que não existe no Brasil, a questão da segurança! Não existe insegurança na Ásia, não há violência nos (quase inexistentes) assaltos, nunca senti o mínimo de desconforto em todas estas viagens neste lado do mundo. Esta será uma análise para o post de encerramento deste blog (sim esta cada vez mais perto, mandem cartas, mails e cheques ou mesmo CASH :)para manter o blog a funcionar e principalmente o André a viajar pela Ásia).










Tempo ainda para atravessarmos um parque repleto de gente no seu passeio de domingo (repare-se na fotografia em que vê varias pessoas com a tal t-shirt amarela em honra ao rei) e centenas de papagaios no ar, musica e diversão.







E não esquecer o que eu apelidei de “the freak shop”. Ora vejamos este snack bar móvel que tem de todo o tipo de iguarias para os mais esfomeados. Sai um gafanhoto, uma larva ou hoje o que apetece mesmo é um escaravelho



E para o pacote ser completo a personagem que vendia estas tão deliciosas iguarias era o mais feio transexual de Bangkok! Um verdadeiro numero de circo. Há situações que só visto mesmo, Bangkok é uma dessas cidades, tem tanto de normal como de “sobrenatural!”.



Uma nota para uma boa ideia que já tinha visto no Vietname, como o transito nestas cidades é caótico e existe pouco respeito pelas regras e como pelos vistos toda a gente tem pressa e pensa é furar aquele sinal vermelho que teima em não ficar verde, os semafros tem todos um cronometro a indicar o tempo que ainda falta para a mudança de sinal (verde para vermelho também)








Autocarro VIP o que a partida nestes países quer dizer que as galinhas não viajam no mesmo compartimento no entanto tenho de reconhecer que era bom com direito a um bolinho e uma agua, até pq uma viagem de 10 horas só até ao terminal de ferry é obra. Chegamos pela madrugada, cansados, moídos tanto da viagem em si como os duros dias, mais noites, que antecederam, a noticia de que o primeiro barco so partia daqui a duas horas e meia não era muito agradável mas foi largamente compensada pela sensação - peço desculpa mas não consigo transpor para estes escritos – de contemplação de tal maravilha que a mãe natureza tinha reservado para mim naquela manha de segunda-feira perdido num ponto qualquer da costa do golfo da Tailândia

terça-feira, dezembro 19, 2006

19-12-06 Bangkok Grand Palace



Sábado dia de cultura após uma noite bem passada na festarola, por volta da hora de almoço seguimos para o Grand Palace, que consiste num grande complexo onde estão situados edifícios oficiais do rei, a sua residência e é claro templos. Esta cidade foi construída quando a capital foi mudada de Ayataya para Bangkok.







Penso que toda a gente ouviu falar no recente golpe de estado na Tailândia, obviamente que todos nos questionamos qual seria a situação e qual seria a posição de um Rei. Bem nas ruas a vida continua normal não se nota nada e em relação ao Rei (que vim a descobrir apoiou o golpe de estado) existe por parte da população uma adoração desmedida mas apesar de um pouco desconfiado da honestidade de tal sentimento ao início tenho de dizer que acho que é genuíno. A cor oficial do rei é amarelo e é comum ver pessoas na rua vestidas com uma t-shirt amarela com o brasão no peito como forma a homenagearem o rei. Um conselho que me foi dado: quando na Tailândia ninguém pense em dizer mal ou sequer uma piadinha sobre o Rei, é considerado uma ofensa grave por parte do povo. A fotografia do dito esta espalhada pela cidade toda desde cruzamentos na rua ate a porta de edifícios.












O caminho até ao palácio foi percorrido não a pé nem de táxi mas sim TucTuc! É um triciclo com uns bancos na parte de trás para transportar passageiros. Uma aventura por si só, e então quando estão 4 num espaço de 3 e que um deles é um americano com mais de 100kg! Ainda para mais se o condutor foi afoito, até cavalinhos o triciclo faz, de chorar a rir! Para rir não é de certeza o grau de poluição desta cidade, sendo que a grande culpa até é do estado pois os maiores poluidores são os velhos autocarros que volta e meia nos deixavam envoltos em “nevoeiro”.

Voltando ao Grand Palace, os milhares de reflexos dourados que a talha nas cúpulas em forma de bico cativam o olhar mesmo antes de entrarmos no interior dos muros. A arquitectura é fascinante e tão característica como impar com todos os pormenores e detalhes presentes em todos os edifícios. Passeamos durante horas no complexo e mesmo antes de sair um edifício engraçado, a parte de baixo podia estar num outro sitio qualquer num outro lado do mundo quem sabe Versalhes, ao passo que a cobertura de certeza que não teria sido ordenada por Luís XIV pois era feita das ditas cúpulas a apontar para o céu em tons dourados.

Continuamos a nossa exploração pela cidade e fomos bater a chinatown que era dos piores pardieiros que vi nos últimos tempos. Dominada por mercados e bancas de comida, o cheiro e o movimento e o barulho tornaram-se de tal forma insuportáveis para estes quatro pobres jovens com um elevado grau de desidratação (do calor claro) associado a uma grande dor de cabeça (do barulho infernal das ruas) e que em nada tem a ver com a noite anterior.

Por falar em noite ora vamos embora que se faz tarde e mais uma noite se adivinha.

Bom dia alegria aiii que conheço esta dor de cabeça….é igual a de ontem